Seguro não poupa críticas a escolha de Moedas

O secretário-geral do PS, António José Seguro, apontou que a escolha de Carlos Moedas para comissário europeu "é uma escolha estritamente partidária", de alguém que "não tem prestígio" nem "reconhecimento europeu".

Seguro foi previamente informado pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, "já ao final da noite, início da madrugada", e logo ali ficou "negativamente surpreendido". Uma expressão que repetiria esta sexta-feira, falando aos jornalistas, na sede socialista. "Trata-se de uma escolha que só responsabiliza o Governo e o PS discorda desta escolha", começou por dizer.

"Esta era a oportunidade", argumentou o líder socialista, para escolher "uma personalidade" com "resultados e prestígio europeus" e com "peso político". Carlos Moedas falha todos estes pontos, na leitura de Seguro. "Não se conhece uma ideia, nenhuma ideia, nenhuma proposta nem pensamento sobre questões europeias", apontou.

"O Governo escolheu um dos seus, não ouvido ninguém", reiterou. "Tomaram nota" das sugestões do PS, acrescentou o secretário-geral do PS, "mas fizeram uma escolha estritamente partidária".

Por oposição, Seguro encontra em Portugal outros nomes que cabiam no perfil de comissário europeu, no seu entendimento, com "provas dadas, peso político e trabalho realizado". À cabeça, o líder socialista recuperou o exemplo de Maria João Rodrigues, que foi consultora da Comissão Europeia e candidata pelo PS nas eleições europeias.

"Maria João Rodrigues é um dos nomes que se insere no conjunto de personalidades que o País tem com prestigio, com provas dadas e com reconhecimento", enumerou. Quando lhe pediram uma comparação com Moedas, Seguro apontou que bastava pôr lado a lado "perfis, qualidade, competência". Moedas "não diz nada à Europa, não é conhecida pelas suas posições europeias, não tem trabalho no seio da União Europeia".

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