Seguro entende razões de insatisfação

O secretário-geral do PS disse hoje compreender as razões que levam os trabalhadores "a expressarem a sua insatisfação", num comentário à greve convocada pela CGTP para 22 de março, mas acrescentou que o partido não dá "orientações" aos sindicalistas socialistas.

"Compreendemos as razões dos trabalhadores portugueses para expressarem a sua insatisfação, mas não damos orientações aos sindicalistas do Partido Socialista", afirmou António José Seguro, em resposta a perguntas dos jornalistas numa conferência de imprensa que seguiu a uma reunião do secretariado nacional do PS, convocada para debater os números do emprego hoje divulgados pelo INE, que situam a taxa de desemprego no final de 2011 em 14%.

"Não nos compete a nós definir quais são as formas de luta dos trabalhadores portugueses. Compreendemos as suas razões e os dados que hoje são conhecidos são um exemplo disso. Estes dados são dados que nos interpelam a todos quanto ao caminho que está a ser seguido", acrescentou.

Seguro referiu a seguir que tem defendido, desde que foi eleito para a liderança do PS, "que há um outro caminho, que dê prioridade ao emprego e ao crescimento económico", e que tem apresentado "propostas concretas" neste sentido, "que contrariem esta paixão pela austeridade".

"Tenho dito várias vezes ao primeiro-ministro, nos debates quinzenais na Assembleia da República, o que é que lhe falta conhecer para arrepiar o caminho e a receita que escolheu para Portugal, espero que este seja o momento que faça soar a consciência no interior do Governo e de facto se aposte no crescimento económico e no emprego", sublinhou.

Ainda em respostas sobre a greve geral, Seguro afirmou que o "empenho" do PS é "encontrar as melhores soluções para responder a este flagelo social [o desemprego].

O secretário-geral da CGTP-Intersindical, Arménio Carlos, anunciou hoje uma greve geral para 22 de março contra o agravamento da legislação laboral.

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