Seguro desvaloriza proposta de Portas para baixar IRS

O secretário-geral do PS desvalorizou hoje a proposta do líder do CDS de baixar o IRS até final da atual legislatura, afirmando que "de boas intenções está o inferno cheio", e defendeu dever antes dar-se prioridade a propostas concretas.

"Costuma dizer-se que 'de [boas] intenções está o inferno cheio', o que é preciso são soluções e respostas concretas. É isso que o Governo tem que fazer", afirmou hoje António José Seguro, em Lisboa, no final de um encontro com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, defendeu na terça-feira que seja feito um "desagravamento fiscal em sede de IRS" na atual legislatura governamental, ideia que consta da moção Portas ao XXV Congresso do CDS-PP, a realizar dias 06 e 07 de julho, na Póvoa do Varzim.

Sublinhando que "o que neste momento se exige são respostas e não palavras", António José Seguro recordou que o seu partido apresentou esta semana propostas concretas para o Orçamento Retificativo.

Entre as propostas contam-se a possibilidade de poder "pagar a tempo e horas o subsídio de férias aos funcionários públicos", de "o IVA da restauração passar de 23 para 13%" e de "os desempregados que não tenham rendimentos poderem ver prolongado por seis meses o subsídio social".

São "três exemplos concretos de propostas que ajudam a minorar as dificuldades dos portugueses" mas que "a maioria [PSD e CDS-PP] chumbou", criticou António José Seguro.

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