Seguro desafia Passos a pronunciar-se sobre 'swap'

O secretário-geral do PS desafiou hoje o primeiro-ministro a pronunciar-se sobre o caso da destruição de arquivos referentes à celebração de contratos 'swap' pelo Estado português e exigiu o imediato apuramento de responsabilidades.

ntónio José Seguro falava aos jornalistas após uma visita à Feira da Transumância, na freguesia de Fernão Joanes, numa iniciativa integrada na pré-campanha socialista das eleições para a Câmara Municipal da Guarda.

Questionado como estava a acompanhar o caso de os arquivos sobre vários dos contratos 'swaps' celebrados pelo Estado português terem sido destruídos ao fim de três anos, o líder socialista fez duras críticas.

"Penso que se trata de uma situação de enorme gravidade. Devem ser apuradas as responsabilidades de quem destruiu esses dossiês", vincou o secretário-geral do PS.

António José Seguro afirmou mesmo que este caso relacionado com a destruição de processos sobre contratos 'swaps' "não pode ficar assim" sem apuramento de responsabilidades.

"Isto não pode ser um caso em que se fala e fala e depois não há apuramento de responsabilidades. Foram destruídos dossiês com informação relevante. O que o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] tem a dizer sobre esta matéria?" questionou o líder socialista.

O secretário-geral do PS disse depois que "os portugueses estão fartos que lhes sejam impostos sacrifícios".

"Mas, quando se trata de pessoas que agiram erradamente em nome do interesse público, não há apuramento de responsabilidades?", interrogou-se Seguro, usando um tom de voz de indignação.

Confrontado com a justificação do Governo de que os cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações não apresentam qualquer caráter de retroatividade, o líder socialista discordou.

"Há retroatividade nesse corte de pensões. Volto a ser muito claro sobre isto: O PS votará contra esse corte retroativo das pensões; se esse corte entrar em vigor, enviaremos o diploma para o Tribunal Constitucional; se mesmo assim se mantiver, quando o PS chegar ao Governo revogará essa lei, porque é uma indignidade e uma imoralidade o que se está a fazer", frisou o líder socialista.

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