Seguro dá "enorme gargalhada" à acusação de Passos

O secretário-geral do PS afirmou hoje que merece "enorme gargalhada" a ideia do primeiro-ministro de que as críticas socialistas estão a prejudicar o regresso aos mercados, considerando que Passos Coelho está a fugir às suas responsabilidades.

António José Seguro falava aos jornalistas no final de um almoço com a direção da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), depois de confrontado com a advertência do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de que a ausência de entendimento com o PS - a par das críticas ao Governo feitas pelos socialistas - estava a prejudicar o regresso de Portugal aos mercados.

António José Seguro respondeu em tom veemente: "Isso só merece uma enorme gargalhada, porque se alguma coisa está a pôr em causa o regresso do país aos mercados é a política do primeiro-ministro".

"Numa altura em que estamos confrontados com o final do programa [de assistência financeira], convém que o primeiro-ministro assuma as suas responsabilidades. Não é bonito um primeiro-ministro fugir às suas responsabilidades, sobretudo depois de ter exigido aos portugueses tantos sacrifícios", contrapôs.

Segundo Seguro, Pedro Passos Coelho descobriu agora "uma nova vocação, que é atacar o PS".

"Nós dizemos ao primeiro-ministro que governe em vez de atacar o PS", disse.

Questionado se a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) tinha admitido junto do PS um possível novo aumento do IVA em 2014, o líder do PS afirmou desconhecer essa intenção.

"O que veio hoje a público foi que isso [aumento do IVA] esteve em cima da mesa, mas o PS nunca teve conhecimento que a 'troika' tivesse avançado com essa proposta", declarou o secretário-geral socialista, antes de recusar em absoluto qualquer intenção de aumentar novamente a carga fiscal.

"Portugal chegou ao limite máximo da sua capacidade para suportar impostos. Devemos recolher mais receitas de impostos combatendo a fraude e a evasão fiscal, porque aumentar a carga fiscal significa atrofiar e matar a nossa economia", sustentou.

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