Seguro critica Passos por "viver na lua" e pede-lhe que "desça à realidade"

O secretário-geral do PS apelou hoje ao primeiro-ministro para que "desça à realidade" e "não viva na lua", alegando que há "sofrimento" no país e que os cortes do Governo não constituem reformas estruturais.

Estas acusações de António José Seguro foram feitas na sua última intervenção no debate que travou no parlamento com o primeiro-ministro, num momento em que Pedro Passos Coelho já não dispunha de tempo para lhe responder logo a seguir.

O secretário-geral do PS começou por associar o primeiro-ministro às ideias de milagre económico em Portugal e de se preparar para "abrir garrafas de champanhe" com o fim do atual programa de resgate financeiro em maio próximo.

"Não viva na lua, desça à realidade. O país que o senhor fala [Pedro Passos Coelho] não existe. O que existe é um país em sofrimento, sem classe média, sem jovens que possam olhar com esperança o seu futuro e com idosos e reformados que este Governo corta nas pensões que eles ganharam ao longo de uma vida inteira fruto do seu trabalho", disse.

De acordo com Seguro, esse "é o país que existe, que precisa de melhores políticas de coesão social".

"Queremos equilibrar as contas públicas e queremos sair do atual programa [de ajustamento financeiro]. Isso nunca nos dividiu [PS e Governo]. O que nos separa é o modo de o fazer, porque é preciso introduzir sustentabilidade e nenhuma das políticas do Governo cumpre esse objetivo", advogou o líder socialista.

António José Seguro fez depois uma distinção entre cortes e reforma.

"Um corte é o adiamento de uma reforma. Para cortes, basta uma agenda ideológica, mas para uma reforma exige-se preparação e competência - coisa que os senhores não têm", acrescentou o secretário-geral do PS, ainda dirigindo-se a Pedro Passos Coelho.

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