Seguro afasta voto contra dos socialistas ao Tratado Orçamental da União Europeia

O secretário-geral do PS afastou hoje a hipótese de os socialistas votarem contra o Tratado Orçamental da União Europeia e vincou perante os deputados que a condução política do partido cabe à Comissão Política Nacional.

Estas posições foram assumidas por António José Seguro na sua intervenção final na reunião com o Grupo Parlamentar do PS, que durou cerca de cinco horas.

Num dos pontos considerados mais relevantes da sua intervenção, Seguro, citado por um deputado socialista, definiu o PS "como um partido responsável e europeu", razões que o levaram a excluir o voto contra o Tratado Orçamental da União Europeia.

Seguro disse mesmo ter a certeza que o PS, se estivesse no Governo, adotaria este princípio perante o Tratado Orçamental da União Europeia, que impõe regras de disciplina financeira aos Estados-membros e é contestado pelo ex-Presidente da República Mário Soares e também pelo ex-candidato presidencial Manuel Alegre.

Perante os deputados, António José Seguro disse que participará em mais reuniões com o Grupo Parlamentar - esta foi a segunda vez em que esteve presente desde que assumiu a liderança - e aproveitou para frisar a quem cabe a coordenação política do PS: à Comissão Política Nacional.

De acordo com fontes da bancada socialista, Seguro disse ainda que assume toda a História do PS, incluindo os últimos seis anos (governos de José Sócrates), mas avisou que não é obrigado a aceitar tudo o que foi feito.

Numa linha diferente, o ex-ministro da Presidência Pedro Silva Pereira foi um dos deputados que defendeu a deputada independente Isabel Moreira, que quebrou a disciplina interna ao votar contra a proposta do Governo de revisão do Código de Trabalho, e considerou necessária "uma alteração climática" na direção do Grupo Parlamentar.

Segundo um dos deputados presentes na reunião, Pedro Silva Pereira recusou a ideia de que há grupos organizados dentro do PS contra as direções do partido e do Grupo Parlamentar e, em contraponto, advogou que há um défice de gestão na diversidade da bancada socialista.

Fontes socialistas referiram ainda que Pedro Silva Pereira considerou insuficiente a oposição feita pelo PS ao Governo e advertiu que a controvérsia em torno do passado (governos de José Sócrates) serve de tabu e enfraquece o combate ao executivo PSD/CDS.

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