Secretário de Estado Joaquim Pais Jorge pediu a demissão

O secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, envolvido na polémica dos contratos de 'swap', anunciou hoje que apresentou a sua demissão do cargo."Saio sem qualquer arrependimento e de consciência limpa."

"Apresentei hoje o meu pedido de demissão à senhora Ministra de Estado e das Finanças", escreve o governante numa nota divulgada às redações. "Tomei esta difícil decisão porque nunca permitirei que controvérsias criadas sobre o meu percurso profissional, que não escondi, possam ser usadas como arma de arremesso político contra o Governo", acrescenta.

Pais Jorge reitera que o documento em que o seu nome surge associado a três reuniões com o anterior governo, durante as quais, ao serviço do Citigroup, terá oferecido os produtos de alto risco da instituição a que pertencia para ajudar a mascarar a dívida pública, foi forjado.

"As notícias vindas a público nos últimos dias, em que uma apresentação com mais de oito anos foi falseada para que incluísse o meu nome, revelam um nível de atuação política que considero intolerável. A minha disponibilidade para servir o país sempre foi total. Não tenho, no entanto, grande tolerância para a baixeza que foi evidenciada", escreve o governante demissionário. E acrescenta, sem dose de arrependimento: "Saio sem qualquer arrependimento e de consciência limpa."

O que o secretário de Estado demissionário não explica, agora na carta, é que o próprio confirmou ter participado nas reuniões com assessores de Sócrates, só depois de confrontado com um documento. Nessas reuniões, os representantes do Citigroup - Pais Jorge incluído, enquanto gestor de conta do Estado português - tentaram vender swaps ao Governo.

Pais Jorge tomou posse no 26 de julho. Foi convidado para o cargo pela ministra Maria Luís Albuquerque há 35 dias.

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