Seara diz que economia de Lisboa está em sofrimento

O candidato designado pelo PSD para a presidência da Câmara de Lisboa, Fernando Seara, afirmou hoje que a economia da capital está em sofrimento por causa de "senhorios" institucionais e de empresas monopolistas que esmagam os cidadãos.

Fernando Seara falava na sessão de encerramento de uma conferência promovida pela JSD/Lisboa, subordinada ao tema "Desafios 2013, as nossas soluções".

Na sua intervenção, que foi bastante aplaudida pela plateia, Fernando Seara sustentou que as câmaras da Área Metropolitana de Lisboa geridas por maiorias sociais-democratas estão em condições de promover uma redução de impostos.

Mas, na sua perspetiva, a Câmara da capital, liderada pelo socialista António Costa, apresenta uma situação distinta.

"Hoje a economia da cidade está em sofrimento, refletindo as condições de degradação do cidadão, da empresa e da ausência de qualidade institucional. O cidadão nesta cidade possui um conjunto de senhorios: A EMEL, a EDP, a EPAL, as taxas e os impostos que esmagam a disponibilidade do cidadão para viver a sua cidade e para se dispor à felicidade", disse.

De acordo com o presidente da Câmara de Sintra, o cidadão trabalha "para alimentar muitas rendas absurdas, para alimentar a ineficiência institucional, a obesidade e a ganância de muitos prestadores de serviços, públicos ou monopolistas".

"Este é o cerne da reforma do Estado, de qualquer Estado. A cidade definha e aguarda a mudança de atitude e de liderança. Por isso, é decisivo agir para o bom futuro económico da cidade", vincou.

Na anterior intervenção, o líder da Distrital de Lisboa do PSD, Miguel Pinto Luz, deixou uma advertência aos sociais-democratas que nas próximas eleições autárquicas se candidatam em "falsas" listas independentes.

"Há quem não aceite as regras da democracia interna", lamentou o presidente da Distrital de Lisboa do PSD.

"Quem escolher travar esta batalha pelo lado de fora ficará depois de fora", avisou, após elogiar as intervenções proferidas esta manhã pelos candidatos sociais-democratas às câmaras de Sintra, Pedro Pinto, e de Oeiras, o independente Moita Flores.

Tanto Moita Flores como Pedro Pinto criticaram que figuras rejeitadas pelo PSD tentem agora preencher o espaço que "de boa-fé" foi aberto pelo parlamento para o surgimento de verdadeiras candidaturas independentes.

Miguel Pinto Luz apelou também para que os sociais-democratas contrariem a confusão que se pretende instalar entre eleições legislativas e autárquicas, salientando que em setembro próximo não é o Governo quem será sujeito a julgamento por parte dos eleitores.

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