Se todos estiverem envolvidos, vamos ter sucesso

O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que, se todos estiverem envolvidos, Portugal vai ultrapassar com sucesso as dificuldades que enfrenta, sublinhando a importância de "todos os decisores" e "todos os portugueses" se empenharem em "salvar o seu país".

Numa intervenção durante a apresentação da Plataforma para o Crescimento Sustentável, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa, Passos Coelho procurou contrariar a ideia de que o Governo está "a afogar a economia" e a colocar Portugal numa "espiral demoníaca" semelhante à da Grécia.

O primeiro-ministro afirmou que "não tem de ser assim" e que "há condições" para Portugal fazer "com sucesso" o seu caminho de ajustamento, apontando os exemplos da Suécia, da Finlândia, da Noruega, do Canadá e o caminho iniciado pela Irlanda.

Contudo, segundo Passos Coelho, isso só será possível "se o essencial da sociedade estiver envolvida".

O que está em causa não é "salvar a face do Governo", mas mostrar que Portugal "está decidido a lutar para resgatar a sua independência, a sua autonomia e regressar a um caminho sustentável que os seus cidadãos merecem", afirmou.

"E é essa imagem de Portugal que transbordará se todos os decisores, se todos os eleitores, se todos os portugueses se empenharem a sério a salvar o seu país", acrescentou.

No seu discurso, o primeiro-ministro repetiu que o ajustamento económico e financeiro do país "vai custar" e que o seu Governo tem plena consciência disso.

"A nossa perspectiva é que nós vamos sair da situação em que estamos. Isso vai custar, mas vamos sair. E isso dever-se-á, não apenas ao Governo, mas a todo o país, ao esforço que todos vão poder fazer para sairmos desta situação", reforçou.

Passos Coelho insistiu na importância de haver empenho de todos, declarando: "Tirar Portugal da emergência em que estamos não é apenas dizer que o Governo tem razão e que temos um Orçamento que é o que é o possível. É todos os dias empenharmo-nos para fazer o melhor pela nossa economia, pelas nossas empresas, pelas nossas universidades".

O primeiro-ministro defendeu que é preciso "mostrar brio, ser exigente com os processos, pôr de lado os fatores de atraso e subdesenvolvimento, como o amiguismo", e deixar de "arranjar de alguma forma processos para desculpar o que não é desculpável".

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