"Se fosse possível, era o primeiro a ir raptar António Guterres a Genebra"

O ex-ministro de José Sócrates, Augusto Santos Silva, recebeu o DN na Faculdade de Economia do Porto. Diz que o próximo governo tem de ser suportado por uma maioria.

Santos Silva defende que Nóvoa é um bom nome para Belém, mas Guterres seria melhor. Acusa Cavaco de ter beneficiado o PSD e à margem da entrevista fala dos Renegados de Boliqueime, banda que estudou em investigação sobre o punk

Começando pelas presidenciais. Ao longo da sua vida política apoiou diferentes candidatos, desde Otelo a Eanes, passando por Pintassilgo ou Soares. Está disposto a apoiar Sampaio da Nóvoa?

Aguardo que sejam apresentadas candidaturas à esquerda. Posso garantir que não apoiarei nenhum dos candidatos que já se apresentaram à direita. Dentro dos que se apresentarem à esquerda apoiarei aquele que estiver em melhores condições para ganhar.

Mas Sampaio da Nóvoa é um bom nome para o PS apoiar?

É o primeiro que se declara disponível à esquerda que protagoniza uma candidatura forte e politicamente adequada.

Depreendo então que o Henrique Neto não conte para si.

Não o considero de esquerda. Tenho grande respeito pela sua vida profissional, empresarial e pessoal, mas não tenho nenhum respeito pela sua experiência política nem pela sua atividade política.

(...)

Ontem [quinta-feira] Jorge Coelho disse na Quadratura do Circulo, na SIC, que Guterres não será mesmo de candidato. É uma perda para a esquerda?

António Guterres seria um candidato unanimemente acolhido pelo PS e um excelente Presidente da República. Agora ninguém pode ser coagido a candidatar-se. E todos os sinais que Guterres - como outras pessoas que cumpririam com muito brilho as funções de Presidente - têm enviado são de indisponibilidade. Não podemos obrigá-los. Se pudesse a minha escolha, e de dois terços dos portugueses, seria António Guterres. Se fosse possível, era o primeiro a ir raptá-lo a Genebra. Mas não podemos, não somos o Estado Islâmico.

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