Sargentos rejeitam "atoarda torpe e fácil" de Aguiar-Branco

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reagiu, esta quarta-feira, contra as recentes críticas do ministro da Defesa, declarando que "não aceitam a atoarda torpe e fácil de quem (...) procura confundir a opinião pública com afirmações que, nada tendo de verdadeiro, ferem a dignidade dos cidadãos militares".

Num comunicado enviado ao DN, a ANS elencou as várias manifestações de comemoração do 31 de Janeiro, Dia Nacional do Sargento, nas quais os militares dessa categoria "reafirmaram a sua indisponibilidade para servirem de 'bode expiatório' de medidas legislativas mal elaboradas".

Acresce que foi "já reconhecido por membros do Governo em despachos escritos e publicados em Diário da República" que essas leis mal elaboradas "encerram em si omissões regulamentares de quem tinha responsabilidade na matéria da governação".Esta afirmação remete para os relatórios da Inspeção-Geral das Finanças sobre o processo de integração dos militares na tabela remuneratória da Função Pública, onde a causa das ilegalidades e ou irregularidades atribuídas às Forças Armadas tiveram por base omissões "do legislador" que os militares tiveram de interpretar.No seu comunicado, a ANS lembrou que os sargentos têm "a clara consciência das limitações, obrigações e deveres" impostos pela condição militar, "sem nunca se pretenderem confundir com qualquer outro agente que preste serviço na administração pública"."Exatamente por terem bem presente esta consciência, é que [os sargentos] esperam daqueles que têm por obrigação legislar que o façam reconhecendo e respeitando a condição militar!", enfatizou a ANS.Sobre as comemorações do 31 de Janeiro, a ANS lembrou que a data foi assinalada à hora de almoço daquele dia nas messes de sargentos, "contando inclusivamente em muitos casos com a presença dos respetivos comandantes, numa demonstração de grande coesão e sentido de disciplina".

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