Santos Pereira recusa "cortinas de fumo"

O ministro da Economia e do Emprego disse hoje que a sua equipa e o Governo vão continuar no caminho traçado, sem ceder a "aproveitamentos políticos ou cortinas de fumo" criados pela oposição e por grupos de interesse.

"Eu e os meus secretários de Estado estamos a cumprir e não a anunciar. Esse tempo acabou há oito meses", afirmou Álvaro Santos Pereira, numa intervenção após o jantar da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), em Lisboa.

O governante garantiu que a equipa do seu ministério, tal como todo o Governo, continua centrada na missão iniciada há oito meses e que nenhum ruído irá pôr em causa esse trabalho.

"Eu e a minha equipa, como todo o Governo, sabemos o que queremos para Portugal, sem ceder a aproveitamentos políticos ou cortinas de fumo criados pela oposição", referiu o governante, acrescentando que esse ruído serve para apagar a memória do trabalho errado feito no passado.

Santos Pereira assegurou ainda que o seu ministério também continuará "sem ceder a pressões de grupos de interesse e interesses instalados que apostam no ruído mediático para continuarem em setores protegidos".

O ministro da Economia esteve hoje na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, local de que saiu perto das 20:00 sem prestar declarações à comunicação social para o jantar da APDC.

Segundo a edição "on-line" do Jornal de Negócios, o ministro da Economia chegou a São Bento cerca das 17:00 para uma reunião com o primeiro-ministro, informação que, ao longo da tarde, não foi confirmada nem desmentida à agência Lusa, quer pelo gabinete de Álvaro Santos Pereira, quer pelo de Pedro Passos Coelho.

Depois de vários órgãos de comunicação social terem noticiado que a gestão dos fundos comunitários passaria da tutela de Álvaro Santos Pereira para a do ministro das Finanças, o primeiro-ministro esclareceu na madrugada de domingo que a coordenação do QREN se manterá no Ministério da Economia, mas que Vítor Gaspar terá uma palavra decisiva sobre a reafetação dos fundos.

"Cabe ao ministro [de Estado e] das Finanças uma palavra muito relevante, para não dizer decisiva, sobre a forma como a reafetação" dos fundos comunitários "deve ser feita", mas "toda a execução continua como é evidente nas mãos dos ministérios setoriais e toda a coordenação dessa tarefa permanece nas mãos do Ministério da Economia", afirmou então Pedro Passos Coelho.

" entrada do jantar da APDC, Santos Pereira também não prestou declarações sobre o objetivo da ida a São Bento.

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