Saída de Ana Drago? "Acidente de percurso", diz Semedo

Coordenador defende que BE é "muito maior" que qualquer dirigente e revela estar "à espera de uma resposta" do 3D para um eventual entendimento para as europeias. Sobre Rui Tavares uma certeza: o eurodeputado "autoexcluiu-se".

João Semedo, coordenador do BE, afirmou esta segunda-feira, em Barcelos, que a saída de Ana Drago da Comissão Política não passou de um "acidente de percurso" na vida do partido, mas que este não o fragiliza.

Numa deslocação ao hospital de Barcelos, no âmbito das jornadas parlamentares dos bloquistas, que decorrem em Braga, Semedo frisou: "O BE vai muito para além da sua direção, dos dirigentes, de mim próprio ou da Ana Drago. São acidentes de percurso, de pormenores da vida interna do partido, não têm mais valor do que isso", atirou.

Por outro lado, o responsável considerou "ridículo" falar de exclusão de quem se "autoexcluiu", referindo-se concretamente ao eurodeputado Rui Tavares, que tem estado na vanguarda da criação do partido Livre.

"É um pouco ridículo que se fale em exclusão a propósito de quem se autoexcluiu. Estamos a falar de Rui Tavares, que foi eleito eurodeputado pelo BE, que o convidou para as suas listas. Nunca o convidou a sair do seu grupo no Parlamento Europeu. Se saiu foi porque quis. Portanto, autoexcluiu-se...", asseverou.

Sobre as acusações de que o BE recusa alargar o debate à esquerda, João Semedo recusou essa tese, vincando que, "pelo contrário", o partido não vê qualquer problema em que a esquerda "enriqueça" e "ganhe força" com novos movimentos.

"Fizemos uma proposta muito clara ao Manifesto 3D, ou seja, a convergência para as próximas eleições europeias em torno de um programa e compromisso de candidatura. Estamos à espera que nos deem essa resposta", sentenciou o líder bloquista.

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