Rui Rio defende "reformas" no regime nascido em Abril para mais "governabilidade e credibilidade"

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, afirmou hoje que o regime que nasceu no 25 de Abril de 1974 "carece de reformas muito profundas" para ganhar "governabilidade e credibilidade".

Em videoconferência, o autarca participou na conferência Portugal -- A Soma das partes, a decorrer em Lisboa, e considerou que o "regime que nasceu em 25 de Abril vive um momento que carece de reformas muito profundas, no sentido de [lhe] conferir governabilidade e credibilidade".

"Estamos num quadro em que temos de ter espírito aberto e tudo deve ser equacionado", comentou Rui Rio para justificar que a regionalização "cabe no debate".

Assumindo ter votado contra e feito campanha pelo não na altura do referendo à regionalização, em 1998, Rui Rio admitiu estar "completamente aberto, não a votar sim num eventual referendo, mas a debater" num quadro de "reforma de regime, que precisa de diversas reformas".

A dúvida de Rui Rio seria se os partidos seriam capazes de discutir "desapaixonadamente" esta matéria.

O autarca do Porto lembrou que o Tribunal Constitucional na Alemanha está numa cidade que em Portugal seria o equivalente a "Ponte de Lima".

"Tudo o que pode ser feito à escala local, deve ser feito, dada a proximidade dos responsáveis às questões", defendeu.

Questionado sobre alterações nas leis eleitorais, Rui Rio garantiu não querer destruir o regime, mas ter um "desejo de salvar o regime, de refundar o regime".

O autarca assumiu "não ser apreciador dos círculos uninominais" e que a lei eleitoral para o parlamento deve ser alterada, nomeadamente por Lisboa e Porto serem "círculos muito grandes".

"Podemos votar de forma diferente", sugeriu Rui Rio, exemplificando com a possibilidade de com maior abstenção haver menor número de eleitos.

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