Rui Rio defende ajustes ao memorando da 'troika'

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, defendeu ontem que o Governo deve procurar fazer ajustamentos no memorando da 'troika', na primeira oportunidade que tiver.

"Eu acho que temos de cumprir o memorando da 'troika', mas acho que o Governo, na primeira oportunidade, deve procurar fazer ajustamentos", afirmou ontem numa sessão do PSD em Mirandela, para assinalar o primeiro aniversário da vitória nas legislativas de 2011.

Rui Rio exortou o executivo liderado por Pedro Passos Coelho a, "naquilo que entender como primeira oportunidade, fazer ajustamentos ao nível do crescimento económico, cortar as medidas que eventualmente possam prejudicar mais o crescimento e arranjar medidas que possam acelerar mais o crescimento".

Para o autarca social-democrata, "uma dessas medidas pode ser efetivamente jogar no eixo do tempo com o momento em que cada uma das coisas se pode fazer".

No atual cenário económico, Rui Rio defendeu que "uma das tarefas do poder político é exigir que todos os setores ajam de forma patriótica e de forma responsável" e um desses setores é o da banca.

Para o autarca, "é inadmissível" que existam "empresas que podem exportar e, por falta de financiamento bancário para a compra das matérias primas, perdem a exportação, que é aquilo que o país mais precisa neste momento para equilibrar as suas contas externas e para gerar emprego" e que "a banca diga que não tem meios para apoiar essas empresas porque acha que o risco pode ser elevado".

"Como é que se entende que essa mesma banca possa estar a aplicar o que tem, por exemplo, em compra em bolsa de obrigações do tesouro, apenas porque a taxa que lhe rende é mais elevada", perguntou.

Para Rui Rio, o Governo tem de "ser forte com os fortes" e ter sempre presente a "justiça e coerência", porque "as pessoas têm tido um comportamento exemplar", mas não tem dúvidas de que "o que mais desgasta, neste momento a governação é, por exemplo, haver cortes de salários pesadíssimos, designadamente na Função Pública, e ao mesmo tempo haver notícias que dão conta que muitos setores continuam a ter salários elevadíssimos e que nalguns casos há exceções".

"As pessoas não compreendem e eu também", acrescentou.

O autarca perguntou ainda se, "depois de massacrar as autarquias, dizendo que estão todas endividadas, no maior desafio eleitoral, que são as eleições autárquicas, vai o PSD ser coerente com isso e não vai apoiar quem degradou a sua autarquia quando a geriu mal, ou vai arranjar desculpa para o caso concreto daquele que é do PSD e mau é só o do Partido Socialista".

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