Rui Moreira diz que gostava que Feira do Livro continuasse

O candidato independente à Câmara do Porto, Rui Moreira, disse hoje que gostaria que a Feira do Livro se continuasse a realizar na cidade, mas sublinhou a necessidade de "ter a certeza que o interesse público está acautelado".

"Acho muito bem que se faça a Feira do Livro - sou aliás um frequentador assíduo e cliente da Feira do Livro desde a minha infância - e gostava muito que a Feira do Livro se continuasse a realizar", começou por responder Rui Moreira aos jornalistas, quando questionado sobre a suspensão da edição deste ano do evento.

No entanto, sendo "uma atividade comercial", na opinião do candidato à Câmara do Porto, "é preciso que seja um negócio bom para ambas as partes, para o interesse público e para as associações".

"Relativamente à relação entre aquilo que é o interesse público, que é a Câmara Municipal, e os interesses privados das associações - tema esse que eu conheço bem porque presido a uma associação -- é preciso dividir as águas e ter a certeza que o interesse público está acautelado mesmo, e principalmente, quando estão a ser dadas condições a privados", defendeu.

Rui Moreira disse ainda que a Feira do Livro "tem impactos positivos", mas, ao mesmo tempo, também "algumas das livrarias do Porto, por exemplo, assinalam impactos negativos" desta iniciativa.

"Terei que perceber, nessa altura [caso seja eleito presidente da Câmara do Porto], quais são as exigências das associações e se isso é compatível com aquilo que são os meios que a câmara disponibiliza para isso", respondeu.

Rui Moreira disse ainda, que "enquanto cidadão", fica "triste por não ter Feira do Livro" do Porto.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) suspendeu a edição de 2013 da Feira do Livro no Porto por "falta de condições financeiras", de acordo com informação avançada quinta-feira pela câmara do Porto, que "lamenta" tal decisão e garante organizar uma alternativa.

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