Rui Moreira avança no Porto se souber que vai ganhar

O empresário Rui Moreira está a construir uma "candidatura independente" à Câmara do Porto e só não se assume já como candidato por estar a equacionar as possibilidades de vitória, mesmo avançando "livre da lógica dos diretórios partidários".

"Não vou entrar numa luta em que não tenha a convicção de que vou ganhar", assegurou o empresário, numa entrevista dada hoje à Lusa.

"Estamos a avaliar se há condições políticas e apoios para avançar. Se há condições para construir uma candidatura que ganhe a cidade do Porto. É nessa fase da avaliação que estamos. O financiamento é importante mas não se trata apenas disso", esclareceu.

Na entrevista, Moreira revela que não vai ser o candidato do CDS, mas não diz se terá o apoio oficial do partido - "Terá de perguntar ao CDS", respondeu.

"Em qualquer circunstância, o projeto da candidatura é muito pessoal. Não estou disponível para negociar programas", vincou.

Rui Moreira esclareceu ainda que a candidatura que quer construir não é "anti-partidos".

"É independente no sentido de ter cariz presidencialista, em que sou eu quem vai definir as ideias, o programa e os métodos", sustentou.

Revelando ter por ambição afirmar o Porto como "cidade cosmopolita e solidária" e como "destino de negócios", Moreira mostrou abertura para ter a colaboração de "pessoas de todas as forças políticas", desde "o CDS ao BE".

"Serei o candidato independente -- se for - que verá com bons olhos a participação de pessoas do mais variado espetro político. O que não estou é preso a qualquer lógica partidária, não estou preso aos diretórios, tenho essa liberdade", notou.

Moreira diz já ter "ideias de alguns nomes de pessoas" que gostaria que colaborassem consigo e acredita que "outras passarão a estar disponíveis se acreditarem no projeto.

Questionado sobre se as listas para a Câmara, a Assembleia Municipal e as juntas de freguesia serão compostas apenas por independentes, assegurou que a questão não se coloca.

"Não ponho como condição às pessoas que sejam anti-partidos porque eu também não sou. Este não é um movimento anti-partidos. A ideia é criar uma candidatura independente no sentido de ter uma lógica própria, que é particularmente importante na discussão essencial relativamente ao poder central", defendeu.

Moreira alerta ainda não ter feito qualquer "anúncio de candidatura".

"O que disse foi que havia algumas condições que estavam reunidas, nomeadamente as de foro pessoal. A fase da reflexão pessoal está ultrapassada. Neste momento sinto que tenho condições", observou.

A "perceção de que as candidaturas que até agora conhecidas não se enquadram" no que entende "ser o melhor caminho para a cidade" foi outro contributo para a vontade de avançar.

"Uma candidatura a uma cidade como o Porto não é um concurso de ideias. Gerir uma cidade é criar uma realidade, não é criar uma ficção", avisou.

"Passado esse cenário, entrei numa fase em que estou a ponderar questões de outra ordem: questões objetivas para uma candidatura independente, que estão a ser avaliadas por mim e um núcleo restrito de pessoas que trabalham comigo".

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