Rogério Gomes incomoda PSD. Conselho Nacional deve analisar caso

Coordenador de programa eleitoral laranja fez contratos públicos a associações a que está ou esteve ligado. Passos não comenta e partido refugia-se no silêncio. Órgão do PSD deve debater caso na terça-feira

Silêncio oficial e incómodo ensurdecedor nos bastidores. Às questões colocadas pelo DN, que envolve Rogério Gomes, diretor do Gabinete de Estudos do partido e coordenador do programa eleitoral, o PSD oficialmente não reage. Luís Montenegro, líder parlamentar, limitou-se a dizer: "Não vou fazer nenhum comentário." O secretário-geral social-democrata, Matos Rosa, apanhado em trânsito, à chegada aos Açores, pediu tempo para a resposta. Passos Coelho voltou a não responder às perguntas do DN, apesar dos contactos insistentes para o seu gabinete.

Em causa está o facto de Rogério Gomes ter contratado por ajuste direto - desde 2012, como presidente do Instituto do Território (IT) - serviços a entidades a que esteve e está ligado. O IT, que contou com a presença do primeiro-ministro na sua apresentação pública em janeiro de 2012, tem também sido contratado pelo Governo para prestar serviços de consultoria e assessoria em vários projetos.

Se não antes, o líder do PSD deve ser confrontada na terça-feira pelos seus pares: os sociais-democratas reúnem-se em Conselho Nacional, com a Comissão Política Permanente, presidida por Passos Coelho, a realizar-se antes. "Não se pode pôr a cabeça na areia, trata-se de alguém que é, como coordenador do programa eleitoral, um dos rostos do partido em vésperas de campanha", asseverou uma dessas fontes.

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