Ricciardi diz que "não é ilícito nenhum falar com PM"

O presidente do BES Investimento, José Maria Ricciardi, entende que "não é ilícito nenhum falar com o primeiro-ministro" ao telefone e diz não temer ser constituído arguido no caso Monte Branco, por não ver razões para isso.

"Não considero absolutamente ilícito nenhum conversar com o primeiro-ministro e fazer-lhe perguntas", afirmou Ricciardi em entrevista à TVI24 na terça-feira à noite, respondendo a questões sobre o caso das alegadas escutas no âmbito do processo de privatizações da REN e da EDP em que estará envolvido, segundo noticiou o jornal Público a 15 de outubro.

"Eu fiz um protesto porque não entendi que, para um programa de privatizações no nosso país, nomeadamente aquela que foi a maior privatização de sempre no caso da EDP, mas também a REN, que não fossem escolhidos assessores financeiros através de concurso público", acrescentou o presidente do BES Investimento.

Interrogado sobre se teme vir a ser constituído arguido no processo Monte Branco, Ricciardi foi perentório: "Não, de maneira nenhuma. Não vejo razões para isso. Nós não sabemos quem são as pessoas do Monte Branco. Nunca os vi, não conheço essa gente de lado nenhum", reiterou.

A operação Monte Branco surgiu em maio, envolvendo o Ministério Público e a Inspeção Tributária, traduzindo-se na detenção, entre outros arguidos, de Michel Canals, antigo quadro do banco suíco UBS, e de Nicolas Figueiredo, seus sócio na Akoya Asset Management, sedeada em Genebra.

Em causa no processo estão suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal através de uma sociedade gestora de fortunas, estando ainda o empresário e arguido Francisco Canas, com ligações à rede suíça, em prisão preventiva.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG