Renegociar dívida é "inevitável" e obriga a mais impostos

Economista diz que renegociação obrigará o Governo a lançar um imposto "pesado" sobre o património por uma questão de "credibilidade"

O economista Daniel Bessa disse hoje que a renegociação da dívida é "inevitável", salientando que Portugal deve apresentar-se junto dos seus credores com "alguma credibilidade".

Portugal não tem condições para propor "com credibilidade" uma renegociação sem lançar um imposto "pesado" sobre o património, nomeadamente as componentes mais líquidas como depósitos bancários e carteiras de valores mobiliários, defendeu.

Quanto ao crescimento, que considerou o tema "mais grave", lembrou que Portugal não cresce desde 2000 e considerou que "exauriu" as suas condições de crescimento na década de 90.

A única forma de o País crescer, sublinhou, é exportar, desvalorizando o papel do mercado interno.

Uma das medidas que podia apoiar a exportação era "disfarçar" o apoio ativo à exportação, através de um apoio maciço ao aumento da massa salarial, por aumento de trabalhadores ou por aumento do salário, sugeriu

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