Relvas "refresca memória" do PS sobre acordo com troika

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, decidiu hoje "refrescar a memória" do PS, lembrando que o memorando da troika que prevê a agregação de freguesias foi assinado pelo maior partido da oposição.

"Às vezes, é preciso refrescar a memória. Ainda não houve a missa de sétimo dia [do Governo PS] e parece que agora não tem nada a ver com o assunto", criticou.

Segundo Relvas, em causa está a posição do PS segundo a qual a agregação de freguesias só deverá acontecer se houver por acordo dessas mesmas freguesias.

"Se for assim, não acaba nenhuma", sublinhou o ministro. Lembrou que foi o Governo PS quem assinou o acordo com a troika e que nesse acordo consta a redução do número de juntas de freguesia.

"Era bom que o PS se associasse também a coisas que são menos simpáticas", apelou.

O governante falava em Braga, durante um debate sobre a reforma da administração local, sublinhando que, nesta matéria, o Governo "apenas admite recuar se for para ganhar balanço".

Elogiou o papel dos presidentes de junta, que apelidou de "missionários do novo tempo", mas defendeu a necessidade de agregação de freguesias, para ganharem escala e massa crítica.

"As freguesias ficam sempre", lembrou.

Quanto à possibilidade de os actuais presidentes de junta com três ou mais mandatos se poderem candidatar à "nova" junta resultante da agregação, disse que essa é uma questão que terá de ser dirimida pelo Tribunal Constitucional.

Disse ainda que a reforma passa também pela extinção de empresas municipais e associação de municípios: "O caminho é inevitável, não se pode ficar estático".

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