Relvas assinala eventual rutura do PS com memorando

Ministro desafia socialistas a mostrarem qual o "grau de convicção" na "rejeição" ou no "apoio" ao programa de ajuda, no debate da reforma administrativa

O Governo assinalou hoje o que diz ser a possível primeira rutura do PS com o memorando que o executivo socialista de José Sócrates assinou com a 'troika', ao desafiar o partido de António José Seguro para mostrar qual o "grau de convicção" na "rejeição" ou no "apoio" ao programa de ajuda.

No arranque do debate sobre a reforma administrativa, esta tarde na Assembleia da República, a nota foi dada pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que se dirigiu "neste caso concreto" ao Partido Socialista, "que solicitou intervenção financeira externa e defendeu junto dos portugueses o memorando que estamos agora a executar".

O ministro rematou a sua intervenção citando Mário Soares, o que motivou um coro vindo da bancada socialista. "A política implica ideias, ideais, forte convicções, vontade de servir, desinteresse pessoal e patriotismo", disse.

A intervenção de Miguel Relvas foi feita sob o olhar de muitos autarcas, presentes na galeria, incluindo o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

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