"Rejeição do PEC 4 precipitou a crise de financiamento"

O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos defendeu hoje que o Programa de Estabilidade e Crescimento 4, cujo chumbo levou à queda do Governo de José Sócrates, teria permitido a Portugal enfrentar as dificuldades e evitar o resgate financeiro.

"Foi a rejeição do PEC 4 que precipitou a crise de financiamento", afirmou hoje Teixeira dos Santos, na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privados (PPP), em que acabou por fazer um balanço do período em que integrou o Governo de José Sócrates.

Questionado pelo PSD sobre as suas responsabilidades no estado das Finanças do país, como secretário de Estado do Tesouro do Governo de António Guterres e depois como ministro das Finanças de José Sócrates, Teixeira dos Santos recordou que "houve um programa, chamado PEC 4, que teria permitido ao país enfrentar as dificuldades que tinha na altura".

O antigo ministro adiantou ainda que o Governo tinha um acordo com o Banco Central Europeu (BCE) que garantia condições de financiamento semelhantes às que neste momento estão a ser concedidas à Espanha.

A audição de Teixeira dos Santos prolongou-se por cinco horas, com as opções em relação ao projeto de alta velocidade, tomadas entre 2005 e 2011, nos governos de Sócrates, dominado as questões dos deputados da comissão parlamentar de inquérito às PPP.

Teixeira dos Santos foi chamado ao Parlamento para explicar decisões tomadas em relação à alta velocidade, concessão Oeste e concessão Brisa na qualidade de ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, cargo que ocupou entre 1995 e 1999, no Governo de António Guterres.

No final da audição parlamentar, o antigo governante saiu sem prestar declarações aos jornalistas.

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