"Redimensionamento" militar é inevitável, diz Passos

O primeiro-ministro afirmou hoje que "chegou o momento da ação" para concretizar, "no prazo de duas legislaturas", as reformas das Forças Armadas iniciadas em 1976.

"Poderemos concluir os mais de 40 anos de permanente reestruturação e reforma que temos vivido com o reforço da estabilidade no funcionamento e organização das Forças Armadas", sublinhou Pedro Passos Coelho, numa visita ao Ministério da Defesa e ao Estado-Maior General.

"O redimensionamento das Forças Armadas é objectivo a que não podemos escapar", insistiu Passos Coelho, adiantando: "Mas também o é a racionalização e integração de infra-estruturas comuns ou equiparáveis" aos três ramos militares.

O chefe do Governo, que participou numa vídeo-conferência com os comandantes das Forças Nacionais Destacadas no estrangeiro, reafirmou a necessidade de haver "economia de meios" na Defesa de modo a manter uma "capacidade militar operacionalmente mais credível, ajustada" às capacidades, dimensão estratégica e recursos do País.

O primeiro-ministro sublinhou ainda - além de elogiar a atuação dos chefes militares e do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco - que as Forças Armadas são um "instrumento indispensável da ação do Estado" e têm tido uma "conduta exemplar".

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