Rangel indignado com menção "nazi"de Alegre

O cabeça de lista da Aliança Portugal, Paulo Rangel, exigiu esta manhã que Seguro e Assis se demarquem das declarações de Manuel Alegre feitas ontem num comício do PS em Coimbra

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS pediu esta manhã uma "indignação geral" contra as declarações do histórico socialista Manuel Alegre, que acusa de o ter associado ao "regime nazi". Paulo Rangel disse aguardar ainda durante o dia de hoje "uma retratação por parte de Francisco Assis e de António José Seguro, porque quero saber se eles subscrevem ou não a ideia de que tenho alguma associação a algum partido nazi ou alguma prática de um regime nazi".

Após a visita a uma fábrica de bacalhau em Ílhavo, onde também esteve o líder do CDS Paulo Portas, Paulo Rangel afirmou que se os dois rostos do PS "não se retratarem, dão toda a ideia do que pensam da democracia em Portugal". Rangel lembrou que "em qualquer país da Europa", acusações como as de Manuel Alegre exigiriam "um pedido de desculpas imediato".

Rangel disse ser contra uma campanha "de casos e casinhos", mas justificou a resposta a Alegre, por considerar as declarações "um ataque pessoal", ultrapassando "todos os limites do que é tolerável em democracia".

A reação de Rangel surge depois de Manuel Alegre se ter mostrado também indignado, mas por Paulo Rangel alertar "os portugueses contra o vírus socialista". Alegre considerou esta expressão "uma ofensa à democracia", dizendo que revela "um espírito inquisitorial". O socialista fez então uma resenha histórica para lembrar que "há dezenas de anos houve um partido [o partido nazi alemão nos anos 1930 e 1940 ] na Europa que disse que os judeus eram um vírus que era preciso exterminar. O PS não é um vírus, é um grande partido da democracia e da tolerância".

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