Rangel e Melo "sem medo do povo" agradecem a Rio

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS desvalorizou hoje, após uma arruada em Coimbra, a fraca participação dos cidadãos nas ações de campanha de rua. Já o número um dos centristas diz que a coligação "não tem medo do povo"

O número um do CDS na lista da coligação "Aliança Portugal" às Europeias, Nuno Melo, disse hoje, após uma ação de rua pouco participada em Coimbra, que "ao contrário do que dizem" os adversários políticos, PSD e CDS "não têm medo do povo".

Nuno Melo falava minutos após ter sido abordado por um reformado que o acusou de mentir quando diz que "foi Sócrates que arruinou o País" e que disse que a coligação "devia ter vergonha" de andar na rua. O centrista enfrentou o crítico, dizendo que "em democracia todos devemos ter direito à nossa opinião, mas temos de nos respeitar". Após o mesmo ter insistido que Sócrates era "bom", Nuno Melo acusou-o de fazer parte de um número político premeditado: "Conversas encomendadas no meio das ruas já vi muitas".

Até chegar ao café Santa Cruz, Nuno Melo e Paulo Rangel não pararam de abordar pessoas, mas foram forçados a entrar nas lojas para o fazerem. No fim do percurso, tiveram a recompensa, com uma fervorosa apoiante do CDS a dizer com convicção: "Quero que ganhem e vão ganhar."

Paulo Rangel também desvalorizou a fraca afluência que as ações de rua têm tido na campanha das Europeias, dizendo que "havia muita gente na Baixa [de Coimbra], mas eram turistas". O que para o social-democrata não é problema, pois apesar de não votarem em Portugal "podem votar no Partido Popular Europeu".

Paulo Rangel e Nuno Melo comentaram ainda as declarações do antigo presidente da câmara do Porto. Rui Rio disse esta manhã, numa entrevista à Antena 1, que teme que, por ter medo das eleições, o Governo regresse às políticas antigas depois da saída da troika.

Confrontado com as declarações, Paulo Rangel agradeceu a "ajuda" de Rui Rio na campanha, pois interpretou as palavras do social-democrata como um apelo ao "não regresso ao passado (...) e às políticas do Partido Socialista". Também Nuno Melo considerou que a mensagem de Rio está alinhada com a da coligação, lembrando: "Rui Rio conhece-nos muito bem. Sabe que pensamos da mesma forma que ele."

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