Ramos fazem cortes superiores ao custo das promoções

As promoções de 5200 militares das Forças Armadas ainda este ano corresponde a um custo de 3,1 milhões de euros, mas os ramos propuseram cortes "ligeiramente superiores" a esse montante nos seus orçamentos, soube o DN.

A exigência de não haver aumento da despesa global das Forças Armadas, com as promoções a fazer, era a condição imposta pelo Governo para autorizar as promoções de militares ainda este ano, uma vez que elas estão congeladas para o conjunto da Função Pública.

De acordo com os dados obtidos pelo DN junto do Governo e das Forças Armadas, o dossier os trabalhos ficaram terminados há dias entre a Defesa e os militares, entrando-se agora na fase final de obtenção do obrigatório parecer das Finanças.

O número de militares das três categorias (oficiais, sargentos e praças) a promover é ligeiramente superior a 5200 efetivos e o seu custo ronda os 3,1 milhões de euros.

Este montante foi encontrado pelos ramos em diversas rubricas, nomeadamente através da redução das incorporações, a redução (de dois meses para apenas um) do valor das indemnizações a pagar aos militares voluntários e contratados que deixam as fileiras ou, por exemplo, na diminuição das horas extraordinárias a pagar aos funcionários civis.

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, reafirmou sexta-feira aos jornalistas, durante uma visita á exposição "Demonstrações Militares" (em Lisboa, no âmbito das comemorações do 10 de junho), que o processo das promoções estará concluído "a muito breve prazo".

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