"Quotas de pesca comprovam esforço para sustentatibilidade", diz ministro

Os ministros das Pescas da União Europeia chegaram a um acordo sobre os totais admissíveis de capturas e respetiva repartição de quotas para 2022.

O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que o resultado das negociações das possibilidades de pesca para 2022 "comprova o esforço feito para a sustentabilidade".

O resultado das negociações "comprova que o esforço que tem sido feito para a sustentabilidade dos nossos recursos está a ser um sucesso", disse Serrão Santos aos jornalistas.

A redução nos cortes inicialmente propostos nas quotas de pescada, linguado e lagostim foram, sustentou o ministro em conferência de imprensa, mitigados pela comprovação de que as propostas não estavam ajustadas.

O ministro salientou também que a participação do setor das pescas nas discussões e decisões contribui para uma gestão mais sustentável das unidades populacionais.

Portugal vai pescar menos pescada, linguado e lagostim em 2022, mas os cortes nas capturas ficam aquém do proposto pela Comissão Europeia há um mês.

Para 2022, há uma redução de 8% face ao total admissível de capturas (TAC) de pescada em 2022 para as 2.284 toneladas, face a 2021, em vez do corte de 18% que tinha sido proposta por Bruxelas.

No que respeita ao linguado, a redução para Portugal é de 5% para as 407 toneladas, em vez de 15%, com as capturas de lagostim a serem reduzidas na mesma percentagem, em vez de 16%, num total de 266 toneladas.

Por seu lado, o carapau, tamboril e areeiro viram os seus TAC para o próximo ano aumentar face a 2021.

O acordo hoje alcançado permitiu ainda -- uma vez que as negociações com a Noruega tinham sido já concluídas -- fixar os limites para as capturas de bacalhau na zona económica exclusiva do país, tendo sido estipulada uma redução de cinco toneladas.

No comunicado, Serrão Santos lembra que o acordo alcançado na Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO), em setembro, aumentou em 168%, para 784 toneladas, a quota portuguesa de pesca de bacalhau, compensando os cortes na Noruega.

O atum voador do Atlântico Sul terá um corte de 20%, para uma quota de 507 toneladas, e o patudo atlântico de 10%, podendo ser capturadas 2.824 toneladas na quota portuguesa no próximo ano.

As negociações da pesca de bacalhau para o arquipélago de Savlbard ainda decorrem, esperando-se um acordo antes de janeiro de 2022, mas está previsto um corte de 80% na quota portuguesa, para as 463 toneladas, em 2022.

Os ministros das Pescas da União Europeia (UE) chegaram hoje a um acordo sobre os totais admissíveis de capturas (TAC) e respetiva repartição de quotas para 2022, em águas do Atlântico, Mediterrâneo, Mar do Norte e Mar Negro, após dois dias de negociações, que incluirão uma 'noitada' de segunda-feira para hoje às 09:00 (08:00 de Lisboa).

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