Quis falar à 'troika' mas afastaram-na

À saída da sede do PS, mulher aproveitou para se dirigir aos representantes do BCE, CE e FMI. Mas foi afastada pelo corpo de segurança da PSP sem chegar à fala com eles

A reunião do líder socialista com os representantes da "troika" tinha acabado há instantes quando uma mulher aproveitou a saída da sede do PS de Abebe Selassie (FMI), Rasmus Ruffer (BCE) e Jurgen Kröger (Comissão Europeia) para se lhes dirigir, confrontando-os com um cartaz na mão onde se lia - em inglês - "o meu país precisa de trabalho, saúde, educação e a Europa precisa de revolução".

Mas a mulher, empregada de hotelaria, foi afastada por membros do corpo de segurança da PSP, que estavam no Largo do Rato desde as 14:30, acompanhados de quatro agentes fardados, depois de ter corrido o rumor de que haveria um coro de protestos à espera dos membros da 'troika'. O DN apurou que o PS não pediu qualquer presença policial no local.

Ouvida pelos jornalistas, a mulher insistiu que os portugueses têm "o dever de lutar pelo nosso país". "Não podemos ficar quietos." Abebe Selassie, Rasmus Ruffer e Jurgen Kröger reagiram ao protesto da mulher com a mesma inexpressividade com que encararam as perguntas dos jornalistas. E sem abrir a boca.

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