"Quem ganha por poucochinho, só pode fazer poucochinho". Costa pede "vitória clara"

O secretário-geral do PS argumenta que os socialistas terão "muito para fazer" após o sufrágio.

O secretário-geral do PS, António Costa, pediu este sábado uma "vitória clara" nas eleições de outubro ao invés de um triunfo por "poucochinho", reclamando que os socialistas terão "muito para fazer" após o sufrágio.

"Para que haja estabilidade é necessário que não ganhemos por poucochinho. Como já disse uma vez, quem ganha por poucochinho, só pode fazer poucochinho. E nós infelizmente temos muito para fazer, e por isso precisamos de uma vitória que seja clara, inequívoca, que nos dê a maioria para que não fiquemos dependentes da direita para cumprir a mudança que os portugueses querem", disse Costa.

O socialista falava em Odivelas no "Almoço do Diálogo Social" hoje organizado e que junta no pavilhão multiusos local centenas de militantes e apoiantes do PS, nomeadamente trabalhadores e sindicalistas.

Na ocasião, o candidato voltou a assumir o "emprego digno, com futuro", como a "causa das coisas", o eixo central "de uma nova política económica em Portugal".

Nesse aspeto, Costa assinalou que a proposta não passa pelo Estado criar empregos, mas de todo o modo "não se cria empregos se não houver políticas económicas que tenham medidas concretas que visem a criação de emprego".

"Devolver o rendimento às famílias e criar condições para que as empresas possam investir" são prioridades assumidas pelo líder do PS, para quem a reposição de rendimentos às famílias não tem nada que ver com "TGV ou um novo aeroporto".

"Aumentar o rendimento das famílias é uma necessidade efetiva de toda a economia", declarou.

PSD e CDS-PP, acusou, tentaram convencer os portugueses que o "único caminho era empobrecer, reduzindo salários, aumentar precariedade", e é portanto "altura de procurar outro caminho" que passa nomeadamente pelo inconformismo com a "degradação do local de trabalho".

Na sua intervenção de cerca de 30 minutos, o secretário-geral do PS lançou ainda outras farpas à coligação PSD/CDS-PP, pedindo a ambos os partidos para não acenar com o "papão da instabilidade" em torno de uma eventual vitória do PS.

Para o socialista, instabilidade criou a coligação que formou o Governo nos últimos quatro anos, criando problemas nomeadamente "em cada família onde cortaram vencimentos, pensões, que viu os seus filhos emigrar", e em todos os afetados pela carga fiscal ou aumentos de rendas das casas.

E reforçou: "Quem quer um quadro de tranquilidade para o futuro, quem quer que haja mudança sem aventura, mudança com confiança, sabe que só há um voto efetivo no dia 04 de outubro, o voto no PS".

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