PSD sugere que foi "irrealismo" do PS que impediu acordo

O PSD sugeriu hoje que foi o "irrealismo" do PS que impediu o acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República, manifestando-se "de consciência absolutamente tranquila" quanto ao seu empenho neste processo.

"Estávamos disponíveis para fazer concessões políticas ao PS para a conclusão dessa assistência económica e financeira e para um quadro de sustentabilidade financeira, económica de longo prazo, mas isso pressupunha do PS posição realista e não, pelo contrário, uma abordagem que, pelo irrealismo, nos faria prolongar a ajuda externa durante mais anos", afirmou hoje Jorge Moreira da Silva, numa declaração aos jornalistas, na sede do seu partido, em Lisboa.

Segundo o primeiro vice-presidente e coordenador da direção nacional social-democrata, que liderou a delegação do PSD neste processo, os sociais-democratas participaram nas conversações com o PS e o CDS-PP "por convicção" e estão "de consciência absolutamente tranquila" quanto ao seu empenho na procura de um entendimento.

Jorge Moreira da Silva manifestou ainda a disponibilidade do PSD em continuar o diálogo. "Preferíamos que tivesse sido alcançado um compromisso alargado, e continuamos disponíveis para aprofundar esse diálogo político e social", declarou.

Moreira da Silva afirmou ainda que o seu partido aguarda "com serenidade e confiança" a avaliação do Presidente da República.

Na sexta-feira, pelas 20:00, o secretário-geral do PS, António José Seguro, fez uma intervenção pública, na qual deu por terminado o processo de diálogo, e acusou a maioria PSD/CDS-PP de ter inviabilizado esse entendimento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG