PSD sozinho a atacar PS, CDS em silêncio

Os ataques da maioria PSD/CDS à moção de censura apresentada pelo PS têm ficado exclusivamente por conta da bancada social-democrata. Isto porque o CDS - cuja "evolução discursiva" António José Seguro salientou no discurso com que abriu o debate - preferiu deliberadamente ficar em silêncio na parte do debate em que podia interpelar o PS, preferindo guardar o seu tempo para questionar o próprio primeiro-ministro.

Só nesse momento é que o CDS falou, através do líder da bancada, Nuno Magalhães, o qual considerando a moção de censura do PS como "inoportuna, incoerente e irrelevante".

No período das perguntas e respostas, António José Seguro anunciou que "fez contactos ao nível europeu" para ajudar o Governo na negociação de novas maturidades para o empréstimo da troika a Portugal.

"O senhor [Passos Coelho] sabe que estes contactos foram feitos e se o senhor quiser eu revelo com quem", disse o secretário-geral do PS.

O líder socialista aproveitou também para inputar a responsabilidade da instabilidade política à maioria PSD/CDS e não ao PS. "Olhe para o seu lado esquerdo, olhe para o dr. Paulo Portas"..., afirmou, recordando Setembro do ano passado, quando o CDS e o seu líder se insurgiram contra a proposta de Passos para aumentar a TSU dos trabalhadores e diminui-la aos patrões.

"Desde essa altura que o senhor perdeu o país", acusou o secretário-geral do PS.

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