PSD responsabiliza PS pelo impasse na sucessão de Silva Peneda

Luís Montenegro acusa os socialistas de "incoerência" por quererem empurrar para depois das legislativas a escolha do presidente do Conselho Económico e Social.

O líder parlamentar do PSD lamenta a forma como o PS "tem apresentado a sua visão" sobre a presidência do Conselho Económico e Social (CES), criticando a "incoerência" dos socialistas por quererem adiar para depois das eleições legislativas a escolha do sucessor de José Silva Peneda. Luís Montenegro frisou esta quinta-feira que o Parlamento "não deve eximir-se da sua função", ao contrário do que afirmara de manhã o homólogo "rosa", Eduardo Ferro Rodrigues.

Para os sociais-democratas, é claro que a eleição - que exige maioria qualificada na Assembleia da República - tem de ocorrer a curto prazo, até porque o mandato de Silva Peneda termina já no próximo mês. Montenegro insistiu em chamar o PS ao "diálogo" e à "convergência", lançando depois a farpa de que os deputados não podem deixar de decidir "só porque um partido não quer colaborar".

Quanto a eventuais mexidas na lei - para prolongar o mandato do próximo presidente do CES -, o líder da bancada do PSD disse que o partido "não descarta" essa possibilidade, embora tenha realçado que "há uma lei em vigor". "Enquanto estiver em vigor, deve ser cumprido", reforçou, antes de vincar que a posição de indisponibilidade do PS "não prestigia o Parlamento".

Caso não haja qualquer alteração legislativa, Montenegro sinalizou ainda que a a bancada "laranja" está disponível para assumir um compromisso com o PS no sentido de assegurar que o sucessor de Silva Peneda - que rumará a Bruxelas para assessorar o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker - tenha estabilidade para cumprir um mandato que se prolongue até ao final da próxima legislatura.

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