PSD: Governo de bloco central favorece "aparecimento de extremismos políticos"

O porta-voz do PSD disse esta quinta-feira que um governo de bloco central após as legislativas do outono iria "favorecer o aparecimento de extremismos políticos".

Marco António Costa, que intervinha num almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal, manifestou-se contrário a um executivo PSD/PS, por entender que seria "desfavorável ao sistema democrático" e iria favorecer também "o aparecimento de extremismos políticos e de processos políticos radicalizados".

Numa intervenção dedicada aos "Desafios Sociais no século XXI", Marco António Costa lembrou que o Tribunal Constitucional "não fechou a porta a uma reforma da Segurança Social", antes "deixou uma janela de solução que é tão ampla e tão indefinida" que só um consenso entre os três maiores partidos "poderá garantir a estabilidade da solução para o futuro".

"Não nos podemos comprometer nem aceitamos esses compromisso de que queremos cortar ou queremos aumentar impostos" nessa reforma para garantir a sustentabilidade da Segurança Social, referiu o coordenador permanente da comissão política nacional do PSD.

Acusando o PS de privilegiar uma cultura de "compromisso eleitoral" por recusar as propostas de negociação e acordo pré-eleitoral apresentadas pelo PSD e CDS sobre certas matérias, Marco António Costa defendeu o estabelecimento de uma "parceria pública-social" com instituições da chamada economia social por ser financeiramente vantajosa para o Estado.

As cerca de 55 mil instituições da economia social estão espalhadas pelo país e, através de parcerias capazes de dar melhores respostas aos idosos, permitiriam a um novo governo liderado pelo PSD cumprir a "missão histórica" de "resolver um dos problemas mais graves" da sociedade portuguesa: o "desemprego estrutural."

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