PSD: Extensão do prazo dos empréstimos permitirá aliviar esforço

O líder parlamentar do PSD disse hoje que a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos da 'troika' mostra a credibilidade do país e permitirá aliviar o esforço das pessoas e tornar a economia mais dinâmica.

"É um sinal importante de confiança porque revela que fomos ganhando credibilidade no cumprimento e na execução do nosso programa e que esse sucesso no cumprimento do programa nos permite hoje ter melhores condições para regressar aos mercados", afirmou à Lusa Luís Montenegro.

O ministro das Finanças português solicitou na segunda-feira ao Eurogrupo a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a "expectativa fundada" do apoio dos seus parceiros do euro.

Falando à saída de uma reunião dos ministros das finanças da zona euro, em Bruxelas, Vítor Gaspar indicou ter sublinhado aos seus homólogos o facto de Portugal ser um país "que cumpriu e que cumpre" os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a "forte capacidade de execução" permite que o país esteja agora "prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações".

Para o líder parlamentar do PSD, a grande vantagem da extensão do prazo do empréstimo é "permitir aliviar o esforço" pedido "a toda a sociedade, às pessoas e às empresas e que se possa ter uma economia "mais dinâmica".

Segundo acrescentou, os sociais-democratas sempre defenderam um maior rigor nas contas e o saneamento das finanças públicas durante o período de maior emergência, mas "a seguir é preciso iniciar um ciclo sustentado e sólido de crescimento económico e de criação de emprego".

O dirigente do PSD sublinhou ainda que o pedido do ministro das Finanças ao Eurogrupo "não significa, ao contrário do que o Partido Socialista disse, nem mais tempo nem mais dinheiro" a pagar por Portugal.

"Isto é uma perspetiva de gestão da nossa dívida pública num pós-período da 'troika' e do programa de ajustamento", reforçou.

Luís Montenegro cumprimentou o Partido Socialista por se ter mostrado favorável à decisão, criticando, no entanto, as razões.

"Cumprimentamos o PS por finalmente perceber que as políticas de que tanto desdenhou e os resultados em que não confiou estão, efetivamente, a produzir resultados", ironizou.

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