PSD está contra antecipação de legislativas

Marco António Costa, vice-presidente do PSD, afirmou esta quarta-feira que o partido está contra a antecipação das legislativas de abril de 2015 por "não fomentar instabilidade política".

"As eleições deverão ocorrer entre 14 de setembro e 14 de outubro, como prevê a Lei Eleitoral para a Assembleia da República e julgo que os portugueses querem estabilidade política, portanto quem pretender fomentar a instabilidade política está a prestar um mau serviço ao país e está a alimentar jogos florais que não são do interesse nacional", afirmou aos jornalistas Marco António Costa.

O ex-presidente da Câmara do Porto e António Costa defenderam, na terça-feira, a antecipação das eleições legislativas previstas para outubro do próximo ano, tendo Rui Rio apontado o 25 de Abril como dia possível para o ato eleitoral.

"Eu inclino-me mais para a antecipação [das eleições legislativas] para 25 de Abril. Assim separava-se as [eleições] legislativas das presidenciais, e rapidamente se resolvia o problema da governação a prazo", salientou Rui Rio.

António Costa alinhou na mesma opinião e justificou. "Eleições em outubro significa que só em abril/maio teremos orçamento a funcionar" referiu o também candidato à liderança do PS.

Contudo, o presidente da Câmara de Lisboa alertou para o facto de ter de haver "um consenso" entre os partidos para que as eleições legislativas sejam antecipadas.

Mantendo os prazos constitucionais, as legislativas realizar-se-ão entre setembro e outubro do próximo ano e as presidenciais em janeiro de 2016.

Marco António Costa, falava à margem de uma reunião com deputados do PSD da comissão de agricultura e dirigentes de organizações agrícolas, na Adega Cooperativa do Cadaval para ouvir as preocupações do produtores e dirigentes agrícolas no sentido de melhor defender os seus interesses e resolver os seus problemas com intervenções na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

O porta-voz social-democrata anunciou que o partido vai iniciar, no próximo ano, um "roteiro da agricultura" pelo país, com o mesmo intuito, considerando que, tal como a natalidade, a agricultura é uma das matérias da "agenda da sustentabilidade do país".

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