PSD e CDS desvalorizam propostas e falam em "erros" do passado

PSD e CDS-PP manifestaram hoje "desilusão" perante as propostas apresentadas pelo PS no debate de urgência no Parlamento, com o líder parlamentar democrata-cristão a referir que são apenas "desejos".

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou que a expetativa que tinha sobre a prestação do PS no debate "gorou-se e deu lugar à desilusão".

Algumas propostas, disse, estão já em curso", acentuou Montenegro, sublinhando que a política atual do Governo tem como objetivo "corrigir os erros do passado" que o PS "ignora".

Luís Montenegro leu os primeiros parágrafos da carta que a diretora do FMI, Christine Lagarde, escreveu em resposta a António José Seguro esta semana, citando que "o objetivo do envolvimento da `troika" em Portugal é ajudar a corrigir os erros - ou os tropeções, depende da tradução - das políticas que geraram crise económica e colocar a economia numa rota de crescimento duradouro".

"O elevado peso da dívida pública e os constrangimentos financeiros que Portugal vive são as razões que fazem com que o ajustamento fiscal seja inevitável", prosseguiu Montenegro, acusando o PS de "ignorar" que o que o Governo está a fazer "tem uma razão de ser".

Por seu lado, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, desvalorizou igualmente as propostas, afirmando que "não são propostas, são desejos".

"Parar a austeridade, ter uma estratégia realista na consolidação, ter uma agenda de crescimento (...) isto não são propostas, são desejos. São desejos que acompanhamos e estamos disponíveis para fazer tudo o que for possível para os concretizar", afirmou, frisando no entanto que "propostas requerem mais despesa" e a consequência disso é aumentar o défice.

"E mais tarde ou mais cedo mais um pedido de resgate, mais empréstimo, mais austeridade para os portugueses", criticou.

O secretário-geral socialista tinha defendido que é preciso "parar com a austeridade" e lançar programas de estabilização económica e apoio a desempregados, uma "estratégia realista" para diminuir a dívida e o défice e uma agenda para o crescimento.

Seguro propôs, por exemplo, a redução do IVA para a restauração, o aumento de salário mínimo nacional e das pensões mais baixas negociados na concertação social e um plano de reabilitação urbana que dê "a prioridade à eficiência energética, com aproveitamento dos fundos comunitários".

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