PSD e CDS anunciam acordo "sólido e abrangente"

Passos Coelho garantiu ontem que o acordo alcançado com Paulo Portas é "sólido, e abrangente" e permite "fechar o programa de ajustamento no prazo previsto", para que em junho de 2014 Portugal possa "recuperar a autonomia económica e financeira". Só falta que Cavaco Silva, que exige estabilidade e condições económicas sustentáveis que permitam a emissão de dívida a taxas de juro aceitáveis, aprove o acordo PSD/CDS.

Os pressupostos do acordo "sólido e abrangente" divulgado ontem pelo PSD e pelo CDS, após um encontro entre presidentes, direções partidárias e líderes parlamentares, indiciam a resistência da maioria que parece corresponder à vontade do Presidente da República.

Na declaração conjunta, feita ontem ao final da tarde, num hotel de Lisboa, o chefe do Governo afirmou que "o acordo reúne as condições políticas necessárias para garantir a estabilidade até ao fim da legislatura e assegurar os compromissos externos de Portugal", assim como "reforça também a valorização da política económica e a prioridade do crescimento e do emprego". Mais, "queremos agora iniciar um novo ciclo da nossa vida nacional, que desejamos que coincida com a viragem da situação económica pela qual todos os portugueses anseiam e de que já há sinais consistentes", assumiram PSD e CDS. Exemplo dessa vontade será o facto de Paulo Portas ter sido proposto para vice-primeiro-ministro "com a responsabilidade de coordenar" as políticas económicas, o relacionamento com a troika e as orientações para a reforma do Estado. A solução permite também que Portas dê continuidade à diplomacia económica que desenvolveu nos últimos dois anos à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Adotar uma nova política económica e valorizar as áreas do crescimento e emprego têm sido cavalos de batalha do CDS-PP nos últimos meses, sendo António Pires de Lima - presidente do Conselho Nacional dos centristas e dado como certo na pasta da Economia - um dos seus maiores defensores em público. Sucede que essas posições têm colidido com as orientações da troika, nomeadamente em matéria de impostos ou de cortes nas pensões.

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