PSD diz que Governo "desmentiu categoricamente" campanha de medo do PS

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, disse hoje que o Governo "desmentiu categoricamente" a "campanha de desinformação e medo" conduzida pela oposição, em concreto o PS, sobre as medidas de contenção orçamental para 2015.

O executivo, advoga Marco António Costa, contrariou "frontalmente muito do que foi especulado pela oposição nas últimas semanas", não anunciando "qualquer corte em pensões e salários".

"As medidas recaem exclusivamente sobre a máquina do Estado e setores económicos que por tradição estavam mais protegidos em Portugal. (...) O Governo desmentiu categoricamente a campanha de desinformação e medo que o maior partido da oposição conduziu", assinalou o também vice-presidente do PSD, que falava na sede do partido, em Lisboa.

Marco António Costa falava aos jornalistas depois da reunião desta tarde da comissão permanente do PSD que abordou as medias discutidas no Conselho de Ministros desta manhã.

O PS, diz o vice-presidente do PSD, "ficou confrontado com a circunstância de não dispor de argumentos para confrontar o Governo", pelo que deve alterar a sua postura para um "novo tempo que se abre, de unidade, esforços, plataformas de entendimento e consensos concretos".

Marco António Costa enalteceu uma vez mais o "esforço notável dos portugueses" que tem potenciado melhores indicadores económicos para o país.

O dirigente social-democrata frisou que "o aumento do emprego é algo sustentável nos últimos meses" e destacou que foi revista em baixa a taxa de desemprego para 2015, uma "importante e relevante noticia para o bem-estar de muitos portugueses".

A economia a crescer, o desemprego a baixar e o emprego a subir são as prioridades para uma nova fase da vida económica do país, que deverá ser feita com abertura para o diálogo entre agentes políticos e sociais, frisou ainda o porta-voz "laranja".

O Governo anunciou hoje que vai aplicar cortes de 1.400 milhões de euros em 2015 para cumprir a meta do défice desse ano, de 2,5%, e apresentou as medidas com que pretende alcançar esse objetivo, sem as detalhar.

A ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que a consolidação orçamental de 2015 agora estimada, equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), difere da calculada em dezembro, aquando da décima avaliação regular ao programa, altura em que se estimava que eram precisos cortes de 1,2% do PIB para o próximo ano.

A governante explicou ainda que esta diferença se deve, por um lado, ao efeito de 'carry-over' (transporte) da execução orçamental de 2013, melhor do que o previsto, e, por outro lado, à melhoria do cenário macroeconómico para este ano.

Em relação a 2015, Maria Luís Albuquerque, disse que a previsão do crescimento permanece nos 1,5%, mas que a taxa de desemprego foi revista em baixa, para os 14,8%.

Hoje, o Governo apresentou - sem pormenores - uma série de medidas, que totalizam os 1.400 milhões de euros que diz serem necessários para fazer baixar o défice para os 2,5% do PIB em 2015.

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