PSD diz que declarações de Basílio Horta são "levianas"

O PSD classificou hoje de "levianas e irresponsáveis" as declarações do antigo presidente da AICEP, Basílio Horta, quanto à suspensão da fábrica da Nissan, dizendo que foi o próprio a assinar "o memorando que não defendia os interesses nacionais".

"A Nissan tomou uma opção, nós respeitamo-la, esperemos que possa dar um passo atrás e reveja este investimento. Mas o que nós consideramos inaceitável são as acusações levianas e irresponsáveis de alguém como Basílio Horta que, presidindo ao AICEP, assinou o memorando de entendimento [com a Nissan] que não defendia os interesses nacionais" salientou esta tarde o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Luís Menezes em conferência de imprensa no Porto.

Menezes reagia assim às declarações de Basílio Horta que hoje lamentou que Governo e Nissan nunca tenham assinado o acordo para o investimento de instalação da fábrica de baterias em Portugal, apesar de o memorando de entendimento entre o estado português e o gigante automóvel ter "mais de um ano".

"Antes de mais achamos que isto é uma grande trapalhada do anterior governo socialista", frisou o social-democrata para quem "isto foi mais um foguetório, mais uma primeira pedra muito típica dos últimos seis anos de governação socialista que não levaram a lado nenhum".

Para o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, "a Nissan não fez investimento porque estava no seu direito de não o fazer e já veio desmentir o próprio Partido Socialista dizendo que não foi por nenhuma política do governo".

"A Nissan tomou uma opção que podia tomar porque no memorando de entendimento que tinha assinado com o anterior governo e com o AICEP podia fazer tudo aquilo que quisesse, ou seja, o que foi mal feito e o que foi mal negociado foi pelo anterior governo socialista", acusou.

(O que deve ser posto) "em causa é que tipo de acordo o anterior governo socialista fez, o que estava nesse acordo, que tipo de incentivos e que tipo de cláusulas é que permitem que uma empresa como a Nissan, que respeitamos muito, de um dia para o outro dê o dito por não dito depois de haver inaugurações, depois de haver festa, depois de haver pompa e circunstância", acrescentou Luís Menezes.

"O que pedimos a este governo é que se foque na procura de investimento directo estrangeiro para Portugal, mas quando ele for real. Os portugueses estão fartos de foguetório e querem ver investimentos reais", sublinhou.

Menezes salientou por isso que "devia haver um pouco mais de seriedade a tratar deste tema", pedindo "ao Governo e ao AICEP que se concentrem em tornar reais os investimentos que este país precisa para retomar o crescimento económico".

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