PSD defendeu mais tempo para cortar despesa e reduzir défice

O PSD defendeu hoje junto dos chefes da missão conjunta do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu mais tempo para reduzir o défice, mas também para aplicar o corte de 4.000 milhões de euros na despesa.

Numa reunião à porta fechada entre os líderes da missão da 'troika' em Portugal - Abebe Selassie (FMI), Jürgen Kröger (CE) e Rasmus Rüffer (BCE) - com a comissão parlamentar que acompanha a implementação das medidas do programa de assistência financeira (que decorreu à porta fechada), o PSD terá manifestado aos líderes da missão que seria "mais proveitoso" ter esta extensão de prazos, segundo o deputado social-democrata Miguel Frasquilho.

"Manifestámos também à 'troika' que poderia ser proveitoso que o ajustamento orçamental pudesse ser estendido no tempo, bem como a descida prevista para a despesa pública, que essa descida, esse corte na despesa, pudesse não ser concentrado num ano, mas pudesse ser também prolongado no tempo", disse o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Miguel Frasquilho, após a reunião.

O PSD terá admitido ainda perante a 'troika' que os resultados da aplicação do programa e da conjuntura são mais negativos que o previsto no início da sua aplicação, no verão de 2011, e que, como tal, são necessárias alterações.

"Obviamente que as consequências, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista social, estão para além daquilo que era previsto e portanto terá que haver do nosso ponto de vista adaptações ao programa", explicou o deputado aos jornalistas, elogiando a decisão do Ecofin de hoje de se comprometer com a extensão das maturidades de alguns dos empréstimos a Portugal, mas dizendo que é preciso mais.

A 'troika', por sua vez, terá transmitido, segundo o PSD, que estão acompanhar a situação e que irão fazer as "alterações necessárias", não explicando ao certo que alterações serão essas.

"Da parte da 'troika' recebemos a garantia que estão a acompanhar de perto a situação, que retiraram as ilações da manifestação que ocorreu no sábado passado e que estão conscientes das dificuldades económicas e sociais que o país atravessa e, desse ponto de vista, também nos transmitiram a ideia de que vão proceder às alterações necessárias ao programa, do seu ponto de vista, evidentemente, para que esse programa possa no final ser bem-sucedido", disse o deputado.

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