PSD de Coimbra quer redução na taxa de IMI para 2015

O presidente da concelhia do PSD de Coimbra, Paulo Leitão, afirmou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que pretende um "abaixamento de 5%" da taxa geral de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 2015.

A redução de 0,38% para 0,36% da taxa geral de IMI a aplicar em prédios urbanos em 2015 representaria, segundo as estimativas do PSD de Coimbra, "um impacto negativo de pouco mais de 1,2 milhões de euros", que não poria "em causa o equilíbrio e saúde financeira" da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), defendeu Paulo Leitão.

Segundo o também vereador da CMC, face à "boa saúde financeira" que o município apresentou em 2013 e "ao adiamento nos principais investimentos" para a cidade, será possível fazer a tal redução de 5% em 2015, sendo o objetivo do PSD atingir os 0,35% até ao final deste ciclo autárquico.

Para além dessas razões, Paulo Leitão sublinhou ainda o facto de, "em 2015, deixar de vigorar a cláusula de salvaguarda que até agora limitou a 75 euros o crescimento anual do IMI para os prédios recentemente avaliados, o que terá consequências pesadas para muitas famílias".

Com a redução do IMI proposta pelo PSD, seria possível "atenuar" essas mesmas consequências, frisou o presidente da concelhia do PSD.

O vereador social-democrata recordou que, em 2013, o presidente da CMC, Manuel Machado, do PS, "na primeira oportunidade que teve de baixar o IMI, pretendeu afinal mantê-lo, acabando por se ver obrigado pela oposição a reduzir a taxa geral para os prédios urbanos avaliados de 0,39% para 0,38%", depois de ter prometido a sua redução em campanha eleitoral.

João Paulo Barbosa de Melo, também vereador eleito pelo PSD, salientou que estão reunidas as condições "para se andar um pouco mais depressa com a redução do IMI", num momento em que vários investimentos da CMC "estão em águas de bacalhau", apontando para os casos do Convento de São Francisco, Escola do Loreto ou o Pavilhão do Vale das Flores.

O fim do limite de 75 euros no crescimento do IMI pode ter "uma subida potencial enorme", sendo necessário a autarquia encetar medidas na "redução do esforço fiscal", referiu.

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