PSD considera extemporânea e " fortemente politizada"

Miguel Santos, deputado do PSD, acusou, esta terça-feira, a Federação Nacional dos Médicos e o Bastonário de seguirem agendas políticas afastadas dos interesses dos doentes.

Independentemente da adesão que venha a ter, o deputado do PSD considerou que a greve dos médicos "é extemporânea e poderia ter sido perfeitamente evitada", sublinhando que acontece num momento "em que existe um diálogo com o ministério da Saúde".

"Na nossa perspetiva a greve está fortemente politizada por parte da Federação Nacional dos Médicos, afeta à CGTP, e por parte do bastonário dos Médicos que estão a prosseguir uma agenda política própria que não é em defesa e não é a bem dos doentes e dos portugueses", defendeu o deputado, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.

A Federação Nacional dos Médicos convocou para hoje uma greve, que decorre até às 24:00 de quarta-feira, em protesto contra algumas medidas do Governo que dizem ameaçar o Serviço Nacional de Saúde.

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.

Ao contrário da greve de 2012, esta não terá a participação do Sindicato Independente dos Médicos.

Miguel Santos destacou algumas medidas do atual governo para o setor nos últimos três anos, frisando que foram lançados concursos públicos e admitidos no SNS "para cima de 1500 novos médicos para os quadros e lançados concursos de progressão na carreira dos médicos.

Miguel Santos acrescentou que o SNS pagou mais de dois mil milhões de euros de dívidas acumuladas que eram um "constrangimento sério" ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

"Seria perfeitamente evitável esta greve neste momento e a consequência direta, apesar de existirem hospitais a funcionar de forma adequada, os doentes do SNS que tinham consultas e cirurgias programas, poderão ser prejudicadas por esta greve", disse o deputado.

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