PSD acusa oposição de azedume e diz que não confunde "batatas com laranjas"

Marco António Costa, porta-voz do PSD, lamentou azedume da oposição e sublinhou que a situação em termos de emprego é melhor agora do que no início da legislatura.

O porta-voz do PSD lamentou hoje o "azedume" da oposição relativamente aos dados da taxa de desemprego e destacou o facto de Portugal ter melhorado a sua posição, em termos europeus, designadamente face à Itália.

Marco António Costa referiu ainda a melhoria de um ponto percentual em termos homólogos na taxa de emprego, citando o gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat), em conferência de imprensa na sede "laranja" de Lisboa.

"Nós não confundimos batatas com laranjas. Estamos a falar de pessoas que deixaram de estar na situação de desemprego de acordo com métodos estatísticos oficiais do Instituto Nacional de Estatística e do Eurostat. Estamos a tratar de um assunto muito sério, que não merece por parte da oposição o azedume que tem revelado, num assunto de grande relevância para o país, a matéria social mais importante que temos para tratar", afirmou.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, utilizou recentemente a imagem da confusão entre "batatas e laranjas" para criticar a forma como o Governo da maioria PSD/CDS-PP analisava estatísticas diversas e a contabilização de pessoas ocupadas em estágios, por exemplo.

"Portugal passou de quinto para sexto [lugar] em termos de país com taxa de desemprego mais elevada. Passámos para uma posição melhor face àquela que tínhamos até à última sexta-feira, tendo passado à frente de Portugal, a Itália. Os dados revelam, de forma inequívoca, que nos aproximamos segura e gradualmente da média europeia, nomeadamente da zona euro, relativamente à taxa de desemprego que é de 11,1%", continuou o vice-presidente social-democrata.

Para o coordenador da comissão política do PSD, "face a junho de 2013, estamos a falar de menos 230 mil desempregados", "um número muito significativo de portugueses que hoje, felizmente, já não se encontram na situação de desempregados", congratulou-se, sublinhando que a situação é melhor agora do que no início da legislatura (menos 25 mil desempregados face a 2011, menos 29 mil face a 2010).

"A taxa de emprego subiu em termos homólogos, entre junho de 2014 e junho de 2015, um por cento (um ponto percentual), de 56,4% para 57,4%", vincou.

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