PS reúne hoje Comissão Política

O PS reúne-se hoje em Comissão Política, o primeiro passo da direção de António José Seguro para promover uma clarificação interna, que conduzirá em breve os socialistas à eleição da liderança e à realização de um congresso.

A Comissão Política Nacional do PS foi convocada de urgência pelo secretário-geral, António José Seguro, na sexta-feira passada, depois de vários dias de polémica interna em torno da questão sobre se o próximo congresso se deveria realizar antes ou depois das eleições autárquicas, previstas para outubro.

Pedro Silva Pereira, braço direito do ex-primeiro-ministro José Sócrates, abriu a controvérsia, ao defender que a atual liderança do PS deveria antecipar o calendário para a realização do congresso - posição em que foi imediatamente acompanhado por outro ex-ministro de Sócrates, Vieira da Silva, e por deputados socialistas como Pedro Nuno Santos, João Galamba e José Lello.

António José Seguro começou por reagir a este repto da oposição interna com uma pergunta: "Qual é a pressa?".

Mas, dois dias depois, a direção avançou para uma ideia de clarificação interna imediata, convocando primeiro uma Comissão Política, para hoje, e, depois, uma Comissão Nacional do PS para 10 de fevereiro, que tem como finalidade a marcação da data do próximo congresso.

Se forem cumpridos os prazos mínimos estatutários, as eleições diretas para a escolha do secretário-geral poderão ser marcadas para abril e o congresso para o início de maio.

Dentro do PS, neste momento, a principal dúvida é saber se o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, aceitará lançar-se numa candidatura alternativa a António José Seguro.

Na polémica sobre a data do congresso, António Costa remeteu a responsabilidade pela definição do calendário interno para o secretário-geral do PS e, até ao momento, ainda não esclareceu se irá recandidatar-se à presidência da autarquia da capital.

Na segunda-feira, em declarações à agência Lusa, um dos elementos mais próximos de António Costa, o líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrelo, deixou um aviso à direção de Seguro: "A direção do PS, ao marcar eleições diretas e o congresso nacional, não deve criar obstáculos à recandidatura de António Costa à presidência da Câmara Municipal de Lisboa", afirmou.

Já o ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues optou por pôr um ponto final no rumor de que poderia candidatar-se à presidência da Câmara de Lisboa, em alternativa a António Costa.

"Para se ser presidente da Câmara de Lisboa são necessárias vocação autárquica, vontade política e entusiasmo pela função. Não as tenho", declarou à agência Lusa Ferro Rodrigues, atual deputado do PS e vice-presidente da Assembleia da República.

Ferro Rodrigues acrescentou que na candidatura do PS à câmara de Lisboa "não há qualquer tabu".

"António Costa é um excelente presidente da Câmara de Lisboa e, se quiser, continuará a sê-lo", disse.

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