PS pressiona Passos para explicar "instrumentalização"

Confirmaram-se as "indicações" que o PS disse ter na sexta-feira: além do ministério da Justiça, também na Economia foi ordenado aos serviços que identificassem, no programa eleitoral do PS, as medidas que tinham sido executadas pelo Governo, ou estavam em vias de o ser.

Não se trata, afinal, de um "erro" isolado de "um funcionário", como alegou, no caso do seu ministério, Paula Teixeirada Cruz, mas de uma prática que atinge outros gabinetes do executivo.

"Fundadas que se demonstraram as nossas dúvidas, espera-se com urgência, a palavra do primeiro-ministro. Antes que outro ministério venha confirmar este sinistro processo de instrumentalização da Administração Pública pelos rasteiros objetivos anti-PS", salientou ao DN o líder parlamentar socialista. Ferro Rodrigues, foi quem na sexta-feira disse ter "indicações" que também no ministério de Pires de Lima se tinha passado a mesma situação que no ministério da Justiça, noticiada pelo DN nesse dia.

O ex-secretário-geral socialista entende até, que fazer a um caso "sem precedentes em Portugal" e que representa "o grau zero da democracia", seria "conveniente que o Presidente da República, nome das suas competências e deveres constitucionais, dissesse qualquer coisa".

O DN pediu reações ao gabinete de Pedro Passos Coelho, ao de Cavaco Silva e à Coligação "Portugal à Frente", mas não obteve resposta.

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