PS não pode comprometer-se com programa cautelar

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre defendeu hoje que o Governo não tem legitimidade para assinar um eventual programa cautelar e que o PS não pode comprometer-se com nada sem uma relegitimação democrática através de eleições.

Estas posições foram assumidas pelo membro do Conselho de Estado e histórico dirigente socialista em declarações à agência Lusa.

Perante o cenário de Portugal ter de recorrer a partir de junho do próximo ano a um programa cautelar negociado com a União Europeia, Manuel Alegre afirmou de forma perentória que, nesse caso, "tem de haver eleições" legislativas antecipadas.

"Este Governo não tem legitimidade para assinar nenhum programa cautelar. Tem de haver eleições", sustentou o ex-candidato presidencial.

Neste contexto, Manuel Alegre disse ainda entender que o PS "não se pode comprometer com nada sem uma relegitimação democrática através de eleições".

Na semana passada, o dirigente socialista Eurico Brilhante Dias, considerou que o atual Governo não tem condições políticas para negociar um eventual programa cautelar, frisando que a meta de Portugal é regressar aos mercados sem qualquer condicionalidade, tal como a Irlanda

Em declarações a vários órgãos de comunicação social, também o membro do Secretariado Nacional do PS Álvaro Beleza defendeu que, se o Governo tiver de negociar um programa cautelar na União Europeia, terá de haver eleições.

A posição do secretário-geral do PS, António José Seguro, sobre o cenário de um programa cautelar, ou de um segundo resgate, é a de que o Governo terá de assumir as suas responsabilidades sobre o que "falhou" para Portugal não regressar na data prevista aos mercados sem qualquer condicionalidade, salientando sempre que os socialistas continuam a defender a realização de eleições antecipadas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG