PS não "patrocina fuga do Governo" às responsabilidades

O PS disse hoje que não vai "patrocinar" a "fuga do Governo às suas responsabilidades", reiterando que não vai pactuar com uma "estratégia orçamental errada".

"Em política não vale tudo. O PS não irá patrocinar a fuga do Governo às suas responsabilidades. Ao fim de três anos, o país enfrenta uma situação económica muito difícil. Ao fim de três anos, mais precisamente de 33 meses, o desemprego em Portugal supera os 800 mil desempregados. A dívida pública ultrapassa os 128%. O défice público está longe de atingir os resultados pretendidos", declarou Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS, numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa.

"Sem transparência e sem clareza", disse, "o debate político perde", insistindo o socialista em que o Governo diga "com clareza" aos portugueses quais os novos cortes acordados com a 'troika'.

"O PS, ao longo dos últimos 33 meses, tem vindo a dizer que a estratégia de consolidação orçamental está errada. E o Governo insiste e procura que patrocine o seu novo ciclo de austeridade, o novo ciclo de cortes. O PS não vai patrocinar um novo ciclo de austeridade e cortes e tem vindo a insistir que o Governo diga com clareza quais são os novos cortes que acordou com a 'troika'", advogou Eurico Brilhante Dias.

O secretário nacional lembrou ainda que existe "consenso" em Portugal sobre uma "consolidação orçamental sustentável", recordando que o PS assinou o tratado orçamental europeu e deu luz verde à lei de enquadramento orçamental.

"O consenso em torno da consolidação orçamental sustentável em Portugal tem um amplo apoio social e político. E hoje, em Berlim, a chanceler alemã reconheceu que o maior partido da oposição em Portugal assume os seus compromissos, honra os seus compromissos, e por isso esta posição do PS fortalece Portugal num momento difícil", disse o dirigente socialista.

O PSD, "provavelmente de cabeça perdida", lamenta Eurico Brilhante Dias, insiste em não reconhecer "esse grande contributo para esse consenso que de facto existe na sociedade portuguesa".

"O PS honra os seus compromissos. Mas isso não significa que falte à sua palavra, que dê o dito por não dito. Sempre dissemos que esta estratégia de empobrecimento do país levaria a um novo ciclo de austeridade e cortes", sustentou ainda.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG