PS lamenta "deriva sectária" que dificulta "diálogo à esquerda"

Marcos Perestrello destacou que "há muita gente que gostaria de construir um diálogo à esquerda para uma alternativa política", mas "parece que o BE não está interessado".

O deputado e presidente da Federação de Lisboa do PS, Marcos Perestrello, lamentou hoje a "deriva sectária" que disse ter sobressaído na IX Convenção do BE, considerando que essa opção dificulta um diálogo à esquerda.

Em declarações aos jornalistas após o discurso de encerramento da IX Convenção do BE, que terminou no Pavilhão do Casal Vistoso, Lisboa, Marcos Perestrello disse que "há muita gente que gostaria de construir um diálogo à esquerda para uma alternativa política".

No entanto, "parece que o BE não está interessado", disse, lamentando que a linha "sectária do BE vá criando obstáculos" à construção desse diálogo.

No discurso de encerramento da Convenção, João Semedo, reeleito para a Mesa Nacional, advertiu que o próximo governo socialista terá de enfrentar o BE "nas ruas" no primeiro dia em que disser que "não tem dinheiro para aumentar salários ou para baixar impostos".

"No primeiro dia em que António Costa faça aquilo que tanto se tem esforçado por esconder, nesse primeiro dia terá o Bloco de Esquerda nas ruas", declarou João Semedo.

A Convenção do BE terminou hoje sem definir a solução de liderança do partido, depois do empate registado para a Mesa Nacional entre as listas da anterior direção, encabeçada pelos coordenadores João Semedo e Catarina Martins, e a de Pedro Filipe Soares, atual líder parlamentar. A nova Mesa Nacional do BE reúne-se no próximo domingo para debater a futura coordenação do partido.

No entanto, a moção mais votada, que define a estratégia do BE para os próximos dois anos, foi a apresentada por João Semedo e Catarina Martins.

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